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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

MOMENTO POÉTICO:


SEM MODISMO

Você que diariamente vai á academia
Da lições de dieta e gastronomia
Faz caminhada e puxa ferro todo dia

Você já viu um centenário que foi atleta
Seja sorridente calmo e com cara de pateta
Porque ele tem mais saúde, nunca fez dieta

Não deixa o modismo te condicionar
Toma cerveja coma batata frita
Fica sentado na sombra e deixa a vida te levar

Sexo, vinho e muita festa
Vai vivendo sem stress o tempo que te resta
Se academia e correr fizesse bem
Não correriam, caminhariam sem pressa

                                   (Orides Siqueira)

PLANTÃO DA FOLIA: C/ Luciano Terra


Baixe Bl Janjao...jpg (64,2 KB)
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- Foto: Bloco do Janjão, as componentes da bateria do Janjão, Malvina e Morgane, venceram a falta de habilidade com o intrumento, e aprenderam a tocar, demonstrando a proposta do Jean quando pensou em colocar o bloco na avenida, o bloco é para brincar e proporcionar diversão nas noites carnavalescas.
- Nesta quinta (03/03) teremos a Muamba do Carnaval na Av. 27 de Janeiro, a concentração é na frente do Teatro Esperança, desfilarão, Conjunto Epoca de Ouro, Bloco Prata da Casa, Bloco do Janjão, Estrela Dalva, Aguenta se Puder e Palestina. O ensaio tecnico tem a finalidade provar o som da avenida, ensaiar comissão de frente, casal de mestre sala e porta bandeira, e demais coreografias de alas.
- Esta semana as entidades carnavalescas estarão recebendo a visita das Corte do Carnaval e Comissão de Carnaval, começou na terça com a Palestina e Bloco Prata da Casa, na quarta será Aguenta se Puder e Bloco do Janjão, e nos dias subsequentes as demais entidades.
- Estrela Dalva: Carro abre alas promete muita inovação, guardado sob muito sigilo, o abre alas contará a história do cinema desde as origens até os sucessos de hoje.
- Aguenta se Puder: Quinta da proxima semana a escola já estará pronta. Palavras do presidente Tormes, ao comentar sobre o ritmo dos trabalhos no barracão.
- Palestina: Confirmada a presença da Grabriela, madrinha da bateria, no Programa Passarela do Samba da proxima segunda.
- Nesta segunda e terça tivemos a reunião da Liga com as entidades, foram sorteados os horários dos desfiles oficiais, tudo ocorreu da melhor maneira possível, antecipando o bom relacionamento dos carnavalescos, cujo o foco, é fazer a maior festa popular do municipio.
- Camarotes: Sorteados os camarotes das escolas de samba para revenda, Camarote 1 - Palestina, Camarote 3 - Estrela Dalva e Camarote 5 - Aguenta se Puder. Interessados procurar os presidentes das escolas. 
TERRA SERVIÇOS CONTABEIS E ASSESSORIA LTDA.
RUA GENERAL MENNA BARRETO N. 756 CENTRO JAGUARAO / RS 96.300-000
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Gastos de brasileiros no exterior batem recorde em janeiro

Despesas com viagens internacionais chegaram a US$ 1,7 bilhão, um crescimento de 43%

Klinger Portella, iG São Paulo | 23/02/2011 10:43 - Atualizada às 11:48

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Com o real valorizado frente ao dólar, os brasileiros têm gastado cada vez mais no exterior. Segundo dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira, em janeiro, os gastos de brasileiros com viagens internacionais chegaram a US$ 1,7 bilhão, contra US$ 1,2 bilhão dem igual período de 2010, um crescimento de 43%. Trata-se do maior volume de despesas de brasileiros no exterior desde 1969.

Gastos de brasileiros no exterior

Confira a evolução das despesas com viagens internacionais
Fonte: Ipeadata

Contribuíram para a alta dos gastos do brasileiro no exterior a valorização do real frente ao dólar e a geração de empregos e renda crescentes no País.
Já os gastos de estrangeiros no Brasil subiram 5,1% em janeiro, para US$ 595 milhões. Com isso, o item viagens internacionais encerra janeiro com déficit de US$ 1,11 bilhão, o pior resultado da história para meses de janeiro.
Segundo o Banco Central, o balanço de pagamentos do Brasil - que considera todas as operações comerciais do País com o exterior - encerrou o primeiro mês de 2011 com superávit de US$ 8,5 bilhões. Já as transações correntes (que desconsidera as operações financeiras) fechou janeiro com déficit de US$ 5,4 bilhões, encerrando o período de 12 meses com saldo negativo de US$ 49,1 bilhões, o equivalente a 2,35% do PIB.
A conta financeira teve entrada de US$ 13,9 bilhões em janeiro, sendo que US$ 6,3 bilhões vieram de retornos de investimentos brasileiros no exterior. Segundo o BC, foram US$ 1 bilhão em aplicações líquidas em participação no capital de empresas no exterior e US$ 7,3 bilhões em retornos referentes principalmente a amortizações de empréstimos recebidas por matrizes brasileiras de suas filiais no exterior.
A conta de serviços - onde estão incluídas as despesas com viagens internacionais -, por sua vez, teve déficit de US$ 2,4 bilhões no primeiro mês do ano, um crescimento de 88,7% frente a igual período de 2010.
"As remessas líquidas de renda para o exterior somaram US$ 3,7 bilhões no mês, incremento de 37% em relação a janeiro do ano anterior", informou o Banco Central.

NOTAS:

* Ensaios do Janjão agora + cedo, apartir das 20 e 30h;
* Hj dia 23/02 o BLOCO DO JANJÂO recebera a visita da comissão de carnaval e da corte 2011



LIGA DAS ENTIDADES CARNAVALESCAS DE JAGUARÃO
CRONOGRAMA DE DESFILES OFICIAIS
SEXTA FEIRA 04/03

21:00 HR CONJUNTO EPOCA DE OURO
22:00 HR CONJUNTO OS BAMBAS E UM SAMBA
23:00 HR CONJUNTO A VOZ DO MORRO
23:30 HR SAC

SABADO 05/03

16:30 HR ARRASTÃO - BLOCO ELES E ELAS VOCÊ DECIDE
21:00 HR BLOCO BIXO PAPÃO
22:10 HR BLOCO AMIGOS DA AIMBA
23:20 HR BLOCO PRATA DA CASA
00:30 HR BLOCO DO JANJÃO

DOMINGO 06/03

20:15 HR CONJUNTO BOEMIOS DO AMOR
21:00 HR ESTRELA DALVA
23:00 HR PALESTINA
01:00 HR AGUENTA SE PUDER

SEGUNDA 07/03

21:00 HR BLOCO PRATA DA CASA
22:10 HR BLOCO AMIGOS DA AIMBA
23:20 HR BLOCO BIXO PAPÃO
00:30 HR BLOCO ELES E ELAS VOCÊ DECIDE
01:40 HR BLOCO D O JANJÃO

TERÇA 08/03

20:15 HR CONJUNTO BOEMIOS DO AMOR
21:00 HR AGUENTA SE PUDER
23:00 HR PALESTINA
01:00 HR ESTRELA DALVA

QUINTA 10/03

20:00 HR APURAÇÃO DAS NOTAS DO CARNAVAL 2011 - FRENTE CASA DE CULTURA

SABADO 12/03

20:30 HR DESFILE DAS CAMPEÃS - CONJUNTOS, BLOCOS, ESCOLAS DE SAMBA

Luciano Barreto Terra
Presidente Lecjag

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Maná y Jaguares la Negra Tomasa

Adorei... compartilho com vcs agora!


POEMA ALEGRIA DA FRONTEIRA - RENATO JAGUARÃO


Minha bela Cidade Heróica, das portas majestosas.
Do rio que corre em minha alma....
Das manhãs, do sol e da calma, da bela, na janela.
Da fronteira sem cancela, do homem puro, contente.
Das águas cristalinas e correntes, das lendas e dos que partiram.
Daqueles que adotaram, Jaguarão como querência.
Porto da sapiência, cantar do acalanto, do Mario, Tereza do franco das galinhas do gênio Té.
Da fé no Cristo, na Santinha, daqueles que não tem fé.
Do amor da linda mulher, que se perdeu na enfermaria.
Da rua do amor, do carnaval da borboleta dos Boêmios da vermelha toda Estrela.
Sabem todos, ninguém agüenta, quem? Agüenta vai passar, a vinte sete, vai virar um mar de muitos Heróis.
O negrão, lá vem o gigante.
Tito Almirante, talvez Marechal.
Fedegosa majestosa.
Mestre Vado, da o sinal, não tem raça nem credo.
Os coronéis do passado, todos nós do presente, o mascarado enfeitado, em meio a tanta alegria.
Da casa veio a prata ou talvez da palestina.
O encanto da minha retina do carnaval que passou.
Há! O Harmonia espera, o Jaguarense aguarda, sem Caixeral não a festa, o Suburbano quem diga, nem mesmo no Vinte Quatro, qualquer numero é ingrato diante a centenas na rua, dando amor a quem não tem.
O Adém perdeu o trem, cadê a sombrinha azul? Ninguém falou, ninguém viu, uma Mocinha eterna, mostrou sua bandeira, na aquarela da fronteira, mais linda do Brasil.
O folião, fez as pazes com alegria, mostrando que um novo dia nasce na madrugada. Em quem senta na calçada, aparando o sereno.
Jaguarão que sempre um dia, a todos nos faz lembrar.
Quem fica, quer ver o mundo.
Quem parte, quer sempre voltar.....

Autor: Renato Jaguarão.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011




Posted: 20 Feb 2011 03:34 PM PST
http://resumododia.com/wp-content/uploads/2009/12/estados-unidos.jpg
Para você que quer estudar nos Estados Unidos e está a espera de uma boa oportunidade, fique atento as informações que vamos dar agora e saiba como conseguir uma bolsa de estudos para nosEUA. A comissão Fulbright está oferecendo uma chance única para quem deseja fazer um doutorado, o programa que está com inscrições abertas é o Doutorado em Ciência, Tecnologia e Engenharia, cujo prazo se estende até o dia 30 de abril.
Os candidatos inscritos devem ser formados em uma das seguintes áreas: Agronomia,   Astrofísica e Ciências Planetárias, Biologia, Ciência dos Materiais, Ciências da Informação, Ciência da Computação, Ciências Ambientais, Engenharias, Física, Geologia/Terra e Ciências da Atmosfera, Matemática, Neurociências e Ciências Cognitivas e do Cérebro, Oceanografia, Química ou Saúde Coletiva.
Os mesmos deverão passar por um processo seletivo para avaliação de todos os quesitos estabelecidos para a classificação. Três finalistas com o perfil adequado e buscado pela instituição concorrerão a uma das 40 bolsas oferecidas na etapa internacional de seleção. A exigência é que esses estudantes tenham um perfil inovador, talento e entusiasmo pelas as áreas científicas e das engenharias, além de excelente desempenho acadêmico. Outro pré-requisito essencial é que os concorrentes tenham cidadania brasileira e comprovem proficiência em inglês, são aceitos como comprovantes de fluência na língua estrangeira um mínimo de 90 no TOEFL Ibt, 580 no TOEFL PBT, ou ainda IELTS de 7.0.
aluno escolhido ganhará uma bolsa auxílio que o ajudará com os custos de acordo com o local do país em que o mesmo realizará o curso, em geral o valor varia de US$ 1.160 a US$ 2.065 e é pago pelo período de 36 meses. Da mesma forma, é garantido ao estudante o pagamento integral de anuidade e taxas escolares, ajuda para compra de livros e equipamentos e passagem aéreas de ida e volta. Acesse o site abaixo para fazer a sua inscrição.
Bolsas de Estudo para pós-graduação nos Estados Unidos:apply.embark.com/student/fulbright/international/20/

Posted: 20 Feb 2011 03:34 PM PST
Bolsas de estudos Espanha
Para você que está pensando em sair do país para estudar na Espanha, fique atento as informações que vamos dar agora e saiba como concorrer a bolsas de estudos através de programas conceituados no país. A Fundação Carolina é uma das instituições que mais recebem estudantes ou profissionais estrangeiros, promovendo intercâmbio cultural, educacional e científico entre países da Íbero América.
Bolsas de Estudos para Pós-Graduação na Espanha 2011
No momento oferece 1.420 vagas abertas para bolsas em cursos de pós-graduação das mais diversas áreas. Dessas, 910 bolsas para pós-graduação lato sensu, os interessados deverão se inscrever até o dia 6 de março. Outras 248 vagas são destinadas a cursos de doutorado, 30 em programas institucionais e 232 para formação permanente, o prazo de inscrição nestes casos vai até o dia 17 de abril. O processo de seleção será bastante rigoroso e levará em consideração diversos aspectos relacionados ao candidato. Os candidatos serão escolhidos por um comitê formado por membros das universidades que estão oferecendo as bolsas. Além do mérito acadêmico, a seleção também tomará como base a condição socioeconômica, equilíbrio geográfico, para garantir que as vagas sejam distribuídas igualmente para estudantes de regiões diversas e igualdade de gênero, assim homens e mulheres terão a mesma oportunidade.
Toda essa avaliação deve ser feita porque o valor pago, correspondente a bolsa de estudos, aos selecionados não será o suficiente para cobrir todos os gastos que eles terão ao longo do curso. Dessa forma, é de fundamental importância que os estudantes que deixarão o seu país para estudar na Espanha tenham condições para suprir parte de suas necessidades econômicas e assegurar o término dos estudos.
Se você se encaixa no perfil buscado pela referida entidade, acesse o site indicado abaixo e saiba todos os detalhes a respeito das bolsas de estudos oferecidas. Conheça todos os programasoferecidos e inscreva-se nos processos seletivos abertos para a sua área.
Estudar na Espanha: www.fundacioncarolina.es

Posted: 20 Feb 2011 03:34 PM PST
Fiat lançou novas versões do modelo Uno, dessa vez os carros vêm com duas portas e com as opções de carroceria para as atuais versões Vivace, Way, Attractive, Way e Sporting. Pois é, agora os interessados no novo Fiat Uno podem escolher entre as 10 opções da linha já categorizada com o ano de 2012.
Desde o seu lançamento, em Maio do ano passado, a Fiat só havia disponibilizado modelos do Uno com quatro portas, até o final do ano a montadora vendeu cerca de 100 mil unidades, mostrando que o carro agradou os consumidores brasileiros. A demora para que a versões com duas portas fossem lançadas é explicada pela grande demanda que não estava sendo atendida apenas com a única fábrica da marca no país, localizada em Betim, Minas Gerais. A produção mensal que era de 12 mil veículos, passou para 15 mil, com a finalidade de reduzir a lista de espera que chegou alcançou a marca dos 20 mil pedidos. Mas, de acordo com as informações divulgadas pela própria Fiat, os novos modelos já estarão a venda em todas as concessionárias do país a partir do final deste mês.
modelo básico com duas portas possui preço inicial de R$ 26.490, valor que supera a estimativa anunciada ainda em 2010. Na lista abaixo você poderá conferir todas as versões disponíveis e os seus respectivos preços. Aproveite e confira também as imagens do novo Fiat Uno com duas portas antes da sua chegadas as concessionárias da Fiat em todo o Brasil.

Preços Fiat Uno 2 portas

Vivace 1.0 Flex 2 portas – R$ 26.490
Vivace 1.0 Flex 4 portas – R$ 28.140
Way 1.0 Flex 2 portas – R$ 27.670
Way 1.0 Flex 4 portas – R$ 29.320
Attractive 1.4 Flex 2 portas – R$ 29.840
Attractive 1.4 Flex 4 portas – R$ 31.670
Way 1.4 Flex 2 portas – R$ 30.650
Way 1.4 Flex 4 portas – R$ 32.480
Sporting 1.4 Flex 2 portas – R$ 32.170
Sporting 1.4 Flex 4 portas – R$ 33.970

Fotos Fiat Uno 2 portas

Fiat Uno duas portas e 4 portas - preços, fotos

Fiat Uno duas portas e 4 portas - preços, fotos
Fiat Uno duas portas e 4 portas - preços, fotos

Posted: 20 Feb 2011 03:32 PM PST
Bolsas de estudos Alemanha
Estudar no exterior é a melhor forma de enriquecer o seu currículo profissional, além de ser uma excelente oportunidade para conhecer culturas, pessoas e lugares diferentes. A Alemanha é um dos países mais procurados para tal propósito. Para quem deseja fazer um curso neste país, o primeiro passo é ficar por dentro de todos os programas divulgados pelo DAAD – Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico.
Este serviço é responsável pelo intercâmbio em instituições de Ensino Superior e possui diversos programas para o ano acadêmico de 2010/2011 com inscrições abertas para doutorado integral, “doutorado sanduíche”, em que o aluno realiza metade do curso no seu país de origem e metade na Alemanha ou duplo doutorado, em que o estudante recebe dupla titulação. Além disso, também há vagas abertas em outros programas como o Master IMS – International Media Studies, CNPq-DFG-BMBF, e pós-graduação binacional ENREM – Environment and Resources Management.
Jornalistas, gestores ou assessores de comunicação que desejam cursar uma pós-graduação em Bonn, podem se inscrever até o dia 15 de abril para concorrer a uma das quinze bolsas integrais que estão sendo oferecidas pelo DW Akademie, instituto de formação profissional da Deutsche Welle, emissora internacional da Alemanha. Da mesma forma, estudantes que já tenham projetos na área de tecnologia de informação, ciências humanas e sociais ou engenharias também poderão aproveitar as oportunidades para estudar fora do país se inscrevendo no programa CNPq-DFG-BMBF, as inscrições vão até o dia 28 de fevereiro. Os projetos devem estar bem elaborados e o orçamento máximo permitido é de R$ 70 mil, o período em que deverá ser desenvolvido será de um ano.
O programa de pós-graduação binacional ENREM também está oferecendo bolsas para quem quer estudar na Alemanha. As vagas destinam-se a profissionais com até 36 anos e que tenham experiência nas áreas de preservação ambiental, gestão de recursos naturais e desenvolvimento sustentável. Acesse os sites abaixo e faça a sua inscrição em um dos programas oferecidos para estudantes e profissionais que querem ganhar bolsas de estudos para estudar na Alemanha.
Bolsas de estudo para Pós-Graduação na Alemanha em 2011
becas.universia.net/BR/beca/54589/
becas.universia.net/BR/beca/54540/
becas.universia.net/BR/beca/54590/

Posted: 20 Feb 2011 03:30 PM PST
Licenciamento ambiental
licenciamento ambiental é uma obrigação legal definido como um Instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente e que deve ser obtido antes da instalação de qualquer empreendimento ou atividade potencialmente poluidora ou que degrade o meio ambiente. Uma das características mais importantes do licenciamento é a necessidade da participação social para a efetiva tomada de decisão, o que pode ser feito através da realização de audiências públicas como parte do processo.
Essa é uma forma de controlar a interferência das atividades humanas no meio ambiente, buscando harmonizar o desenvolvimento econômico e o uso dos recursos naturais. Tanto os órgãos estaduais de Meio Ambiente como o Ibama são responsáveis pela implementação e aplicação das normas referentes ao licenciamento. O Ibama geralmente está mais vinculado ao licenciamento de grandes projetos de infra-estrutura que envolvam impactos em mais de um estado e nas atividades do setor de petróleo e gás na plataforma continental. No entanto, a depender da abrangência do impacto, competências a nível federal e estadual podem ter participação sobre o processo.
Para solicitar o licenciamento ambiental, o cidadão deve estar atento as etapas básicas que compõem o processo. A Licença Prévia (LP), é recebida mediante a apresentação do planejamento da implantação, alteração ou ampliação do empreendimento, esta não autoriza a instalação do projeto, apenas aprova a viabilidade ambiental do mesmo e autoriza sua localização e concepção tecnológica. A Licença de Instalação (LI) autoriza o início da obra ou instalação do empreendimento, respeitando o prazo de validade estabelecido no cronograma de instalação e por fim, a Licença de Operação (LO), que autoriza o início do funcionamento da obra ou empreendimento.
Para iniciar o processo de solicitação, acesse o site indicado abaixo e escolha a atividade que o seu empreendimento irá desempenhar e preencha o Formulário de Abertura de Processo – FAP. Posteriormente, todos os detalhes referentes ao processo de aquisição do licenciamento poderão ser visualizados através desse mesmo site.
Obter Licenciamento Ambiental: www.ibama.gov.br/cogeq

Posted: 20 Feb 2011 03:30 PM PST
Apesar de ainda não ter sido apresentado formalmente, a Hyundai já divulgou algumas imagens e diversas informações sobre o novo i40. O modelo que será apresentado no Salão Automóvel de Genebra em Março deste ano, foi desenvolvido para o mercado europeu e marca o novo momento vivido pela montadora sul coreana: “Novo Pensamento. Novas possibilidades”. O automóvel lembra um sedan com um belíssimo design, projetado na unidade de Rüsselsheim, na Alemanha, o desenho foi concebido sob a linguagem “fluidic sculpture”, escultura fluída.
O i40 tem uma grade frontal hexagonal bem harmonizada com o novo conjunto de faróis, além disso linhas contínuas ligam a parte dianteira com a traseira, oferecendo mais elegância e requinte ao modelo. Alguns itens de série foram perfeitamente adequados para atender as especificações do consumidor europeu, como os assentos dianteiros e traseiros reclináveis e com aquecimento, volante com aquecimento e um sistema que automaticamente detecta e limpa a neblina no pára-brisa.
Para o interior do veículo, a Hyundai investiu em materiais de alta qualidade não apenas no revestimento dos bancos, mas para todo o painel. Sistema de som com conectividade Bluetooth, sensor de estacionamento, freio de mão elétrico, encosto de cabeça reclinável, teto-solar panorâmico, faróis bi-xenon e com LEDs de funcionamento diurno, são outros itens disponíveis na versão de entrada do veículo. Quanto à motorização, o modelo virá equipado com um bloco quatro cilindros 1.7L Turbodiesel, cuja potência e torque não foram divulgados, além de versões que possuem motores a gasolina, um de 1.6L para o Veloster e outro 2.0L com injeção direta de combustível de 170 cv, todos com baixo nível de emissões (113 g / km de emissões de CO2).
Outro atrativo é o porta-malas, que leva 553 litros, ou 1.790 com os bancos reclináveis. De acordo com a Hyundai, os clientes europeus que adquirirem o novo i40 terão direito a uma garantia de cinco anos.

Fotos do Hyndai i40

Hyundai i40
Hyundai i40
Hyundai i40
Hyundai i40

domingo, 20 de fevereiro de 2011

ESPECIAL:


HISTÓRIAS, CONTOS, MISTÉRIOS E LENDAS DE JAGUARÃO


UM CEMITÉRIO NO CENTRO DA CIDADE

Fazendo uma viagem ao passado, lá pelos anos 30/40, época que Jaguarão tinha como cidade os limites sul a norte, do rio Jaguarão até a rua 24 de Maio, lateral da escola Joaquim Caetano e como limite leste oeste, a rua dos Andradas até a rua dos trilhos, rua Uruguai. O restante chamavam de aldeia ou subúrbio. Até pouco tempo existiu o armazém "Clarão da Aldeia" do Sr. Álvaro Gonçalves ou Doca (Rua General Câmara esquina Coronel de Deus Dias). Porque Clarão da Aldeia? Bom, além da rua dos Andradas, já era aldeia e não possuía luz elétrica, seu Doca conseguiu com o Prefeito Dr. Hermes Pintos Affonso, para puxar por sua conta, um fio elétrico até a esquina, onde colocou uma lâmpada de 1.000 wats, fazendo um enorme clarão na escura aldeia. Todas as noites os moradores diziam: Vamos conversar lá no clarão da aldeia, dando nome ao armazém.
Bem perto dali, existiu as ruínas de um cemitério que na época já haviam algumas edificações em cima desse terreno dando frente para a rua Marechal Deodoro. A família Figueiró, a fábrica de fumos Mauá Ltda, e a família do seu Vigica.
No restante ficava um campo com pastiçal, taquaral, muitos túmulos e uma enorme pileta onde lavavam os ossos. O cemitério abrangia todo quarteirão que hoje está cortado pela rua Marechal Rondon.
Era grande a gurizada que brincava na rua dos Andradas. Os meninos jogavam futebol e as meninas passa-passará. Durante a noite brincavam de pega ladrão ou pedra livre entrando no cemitério para esconderijo. Mas toda vizinhança tinha medo das assombrações que eram comuns aparecerem para espanto e comentário em toda cidade. Apareciam muitas coisas de arrepiar, mas algumas eram de brincadeira. Por exemplo: O Pedro, filho do Mariano Rocha e irmão do falecido Vanderlei (Escritório Rocha), recortava numa melancia, uma boca e dois olhos, acendia uma vela dentro e, colocava sobre um túmulo. Sua irmã, a Dalva, cobria-se com um lençol branco e corria entre as taquaras. Era um pavor.
Hoje a quadra está cheia de casas, mas nas escavações de todas elas, tiraram vários esqueletos. Em uma delas havia um esqueleto até com uma arma do lado.
Pelos relatos do Sr. Cláudio Rota Rodrigues que leu nos arquivos do Instituto Histórico e Geográfico de Jaguarão, em 23 de novembro de 1855, quando a vila foi elevada a  categoria de cidade, surgiu um caso de cólera um cidadão que havia chegado embarcado, e que este alastrou uma epidemia violenta, matando um terço da população, ou seja, entre 3 a 4 mil mortos. Com essa epidemia superlotou o tal cemitério encerrando as atividades de campo-santo.
As irmãs de Caridade haviam comprado um campo para fazerem um cemitério, mas com a mortandade que houve, começaram a enterrar pessoas antes de iniciarem as obras do atual cemitério das Irmandades.
Perto da BR 116, imediações do secador do Sr. Moacir Bretanha, abriram um grande valo onde amontoavam os corpos trazidos por carroças que percorriam a cidade juntando defuntos.
Os fazendeiros, chacreiros e familiares fugiam para os campos evitando a doença.
O Sr. Malaguês que morou por muitos anos até a fábrica de fumo incendiar, diz que tanto ele como os empregados e moças que trabalharam no turno da noite, viam assombrações.
Já outros moradores no local perto do antigo cemitério relatam que viam constantemente, um vulto passear por toda a casa e desaparecer sem abrir portas nem janelas.

PERAL DA NOIVA NO RIO JAGUARÃO

Como se sabe, é vastíssimo e variados os contos de assombrações nas ilhas e costa do rio Jaguarão. Há uma estória sobre o Peral da Noiva, que foi contada por um pescador que já tem aproximadamente 50 anos de profissão, o "Pião". Ele relata que entre o barranco denominado cabeça do boi e a charqueada, existe um buraco muito fundo de mais ou menos seis metros de profundidades no rio Jaguarão, ao lado de um ilha de pedra, com um redemoinho tão forte, ao ponto de desviar a rota dos barcos pela intensidade e força das águas.
No início do século passado entre 1915/1920, viviam na localidade da Charqueada, onde tem uma tapera, um casal de jovens, noivos prontos para casar. Ele foi trabalhar na colheita de arroz nas granjas do Uruguai, com o intuito de juntar dinheiro para o casamento. Ele morre num acidente por lá, e a moça desesperada, vestida de noiva, se atira no peral que ficou conhecido como peral da noiva, ou buraco da moça, porque nas noites de quinta-feira, ela aparece para pavor dos pescadores e de pessoas que acampam nas proximidades.
Certa vez, diz o Pião que presenciou quando uns rapazes tentavam atravessar uma tropilha de cavalos pelo rio e que uns três ou quatro animais que passavam próximo ao buraco da noiva, foram puxados pela força do redemoinho, aparecendo mortos, muitos metros adiante. Pião também narra como fenomenal uma façanha que aconteceu, quando numa pescaria nesse local, puxou um bagre branco de quase 23 quilos, para espanto de todos os colegas. 
O pescador Nei Rolim e seu colega Sérgio Correa, quando estavam acampados na localidade de Fanfa, ouviram um barulho como se aproximasse uma tropa de cavalos. Assustados, saíram rapidamente da barraca, com medo de serem atropelados pelos animais. Não avistaram a cavalhada, mas enxergaram um negro velho, montado num cavalo e tocando violão. Quando indagaram quem ele era, desapareceu o vulto e seguiu o barulho de uma tropilha disparando. 
Interessante que o mesmo fenômeno foi presenciado por uns jovens que estavam acampados perto do buraco da noiva, ouviram o mesmo barulho de uma cavalgada, quando saíram da barraca para verificar, enxergaram uma noiva correndo no campo, chorando e perguntando onde estava o seu amor.

O MONSTRO INVISÍVEL

Na década de 50, mais precisamente em 51/52, havia diversos programas no Teatro Esperança, que na época foi chamado também de Cine Esperança, pelo fato de vários filmes na década serem passados no local.
Diversas pessoas entre adolescentes e adultos assistiram nesse período uma fita em série (seriado) chamado de O Monstro Invisível, foi algo marcante pois causou grande impacto na época.
As mães, aproveitando a ocasião, começaram a assustar seus filhos peraltas com o tal monstro que era invisível e poderia atacar qualquer um em qualquer lugar e a qualquer momento sem ser visto.
A rapaziada que acompanhava o seriado no cinema ainda dava uma mãozinha dizendo que fulano ao ciclano haviam sido atacados, e qualquer um que tivesse algum ferimento ou lesão acidental, por menor que fosse diziam  também  terem sido vítimas do monstro esparramando ainda mais um horror que durou semanas. 
Hoje é claro, que não temos mais o cinema no Esperança, e com ele se foi toda aquela magia e encantamento dos grandes filmes e dos grandes artistas no tempo clássico que foram as décadas de 30/40 e 50 no cinema.
Esse seriado passado e relatado acima, era no entanto um filme em série: The Invisible Monster. Passado em 12 episódios, no ano de 1950, dirigido por Fred. C. Brannon e estrelado por Richard Weeb e Aline Towne.

O JAGUARÃO

Havia, dizem, no nordeste da terra que ocupavam os indígenas guaranis, margem direita do atualmente Rio Uruguai um animal anfíbio, monstruoso.
Vivia pelos rios da região desde o Rio Paraná espalhando-se por toda a zona missioneira da Argentina, de onde teria entrado, também, no Rio Grande do Sul através do Uruguai e seus afluentes. Foi parar no extremo sul, hoje gaúcho, entre o rio que recebeu o nome de Jaguarão e afluente deste a costa da Lagoa Mirim.
Isto teria acontecido muito antes do aparecimento do branco europeu na vasta região em que vivia o tal monstro anfíbio. Dizem que seu nome era Jaguaru ou Jagua-Ron e tinha corpo de lobomarinho e cabeça e patas armadas de garras de tigre, sendo do tamanho de um cervo ou cavalo pequeno.
Esse monstro era o terror dos indígenas, não porque os atacasse, mas porque suas vítimas, homens ou animais, jamais podiam salvar-se. Os indígenas, entretanto, perseguiam-no sempre, mas nunca conseguiram caçá-lo.
Dizem que era um só que percorria toda a região e visitava todos os rios em cujas barrancas fazia grandes escavações. De modo a provocar o desbarrancamento das margens sempre que animais ou pessoas delas se aproximassem demasiado. A terra caída, assim, levava consigo o imprudente, jogando-o à água. Dali, em seguida o monstro o retirava e arrastava para outra escavação. Abria-o, então, tirava-lhe os pulmões, única coisa que aproveitava, e jogava o cadáver novamente no rio.
Segundo a lenda, existia anfíbios-monstros no atual Rio Jaguarão, o que ficava comprovado pelas escavações em suas barrancas e por um caso que nele se passou com um grande grupo de guaranis dissidentes das tribos do Rio Uruguai, ou Uruai, como diziam os antigos. Um dia, esse grupo da tribo guarani, depois de muito caminhar em busca de novas terras abundantes em caça e pesca, tendo atravessado o atual Rio Grande do Sul desde o Rio Mirim, resolveu acampar por Pindaí até as margens da lagoa, ali entre a lagoa e as margens do bonito rio que lançava nela suas águas cristalinas.  Certa noite, noite clara de luar, resolveram pescar longe do acampamento – a pequena ocara erguida entre os atuais Arroio Juncal e Rio Jaguarão, e foram para as margens deste, justamente onde cavara seu leito formando altas barrancas. E estavam por ali em busca do lugar melhor para lançar suas redes, quando um dos companheiros aproximou-se demasiadamente da barranca, sendo tragado pelo desbarrancamento. E logo após o desastre o monstro anfíbio avançou sobre a vítima, que ainda se debatia, abrindo suas entranhas, tirando os pulmões e após saboreá-los, jogando o indígena às águas novamente, dando-lhe, assim, sepultura Sagrada. A tribo, desesperada, tratou de se retirar, deixando, porém, como sinal de sua passagem o nome do monstro na designação do bonito rio.
E aí temos o porque do nome rio Jaguarão.
Mas o monstro apesar de tudo era símbolo da resistência, pois jamais alguém conseguiu abatê-lo.
Jaguarão é bem símbolo moderno da resistência e persistência do monstro que lhe deu o nome e, ao mesmo tempo, o pulmão da Fronteira Sul do Rio Grande, pulmão que, pelo seu fôlego, merece o título glorioso de Cidade Heróica.


UM ANJO VESTIDO DE VERMELHO

A consagrada fotógrafa Marilu Duarte, fotografou vários túmulos e mausoléus do cemitério das irmandades, na foto do túmulo que tem dois anjinhos de mármore branco e outro vermelho. Ela mostrou para várias pessoas e mandou para apreciação das carismáticas que aconselharam queimar aquela foto.
Um menino de uns 7 ou 8 anos presenciou um velório noturno no cemitério, criando coragem e indo com alguns amigos. No momento do enterro ele seguiu o cortejo, entretanto, as pessoas que estavam junto com ele já haviam saído e tinham ultrapassado o túmulo dos anjinhos. Como ele avistava o público, correu para alcançá-los, mas ao enfrentar os anjinhos, voltou dizendo que tinha visto o diabo todo de vermelho.
Um jovem que morava na Rua Uruguai nas proximidades onde hoje está o prédio do Fórum, trabalhava de pintor de casas, mas seguidamente chamavam-no para pinturas no cemitério. Certa vez ele viu uma foto de uma moça num túmulo e se encantou pela beleza da mesma. Ele morava com os pais. Numa noite, bateram em sua casa, ele foi atender e era uma moça parecida com a que ele havia visto convidando-o para passear. Como era metido a valente, aceitou o convite. Deram um passeio e na hora de levá-la em casa ele seguiu na direção do cemitério. Ele, embriagado pela paixão, aceitou o desafio, levou-a até sua morada, no túmulo que havia visto. A partir daí, passou a visitá-la todas as noites, ao ponto de ficar muitas vezes por lá. Os amigos iam buscá-lo antes do amanhecer.
Ao passar as noites mal dormidas ao relento, ficou fraco e terminou sendo internado e morreu.
Muitos conheciam essa moça, ela foi noiva, se matou e foi enterrada com o vestido de noiva. Os amigos que estão vivos contam essa história, que é verdadeira.

  
A FLOR NO TÚMULO

Sempre que ouvimos falar de alguma história de mistério ou “do além”, paira a dúvida de que pode ser ou não verdadeiro o fato. E foi numa dessas histórias, contadas por nossos antepassados, que um grupo de jovens resolveu conferir de perto, ou seja, reviver a história, presentes no verdadeiro cenário – um cemitério de beira de estrada. Vamos ao fato.

Em uma roda de chimarrão, rodeados pela luz de um lampião e do luar em noite de lua cheia, que uma das senhoras, contou uma história horripilante. Ela começa assim:
Em um abandonado cemitério de beira de estrada de chão que liga os municípios de Jaguarão e Herval, aparecia uma mulher vestida de branco, de aparência jovem e tranqüila, que geralmente nas noites de quinta-feira, trazia consigo um bonito botão de rosa vermelha e o depositava em um dos túmulos do cemitério e desaparecia misteriosamente. Esse gesto era repetido várias vezes durante o mês e visto, segundo o relato de algumas testemunhas oculares. 
A gurizada que se reunia para apreciar as histórias contadas pelos antigos resolveu conferir pessoalmente e tirar suas próprias conclusões. 
O grupo, formado por duas meninas e um menino, se preparou munido de barraca, lampião, lanterna e máquina fotográfica, entrou no cemitério e permaneceu até o relógio marcar meia-noite. Os três jovens se posicionaram em frente o referido túmulo, no qual a mulher aparecia. O relógio marcava duas horas e 15 minutos e nenhuma presença estranha fora observada. Então o grupo resolveu se dividir, as meninas ficavam no portão do cemitério e o rapaz em frente ao referido túmulo e assim o fizeram. Quando o relógio marcava três horas da manhã de quinta feira, o rapaz sentiu um intenso frio naquele lugar e um nevoeiro tomou conta do cemitério, que não era possível avistar as meninas no portão, então ele gritou pelas companheiras, mas nenhuma resposta, então resolveu abandonar o macabro lugar, haja vista que o medo tomava conta do rapaz. Saiu em direção ao portão do cemitério e avistou as duas meninas. Chegando lá ficou irritado, pois chamou pelas meninas e não obteve resposta, elas alegaram que não ouviram chamado nenhum. Os três resolveram esperar o dia amanhecer (pois estavam em missão e não pretendiam abandonar o local) e quando o sol despontou, decidiram ir ao misterioso túmulo e lá encontraram um lindo botão de rosa vermelha depositado em cima do mausoléu, então fixaram os olhos para o retrato do jazigo e compararam a foto com a descrição contada pela velha senhora na roda de chimarrão. Tratava-se de uma linda jovem, aparentando uns 20 anos de idade e um expressivo sorriso nos lábios. Antigos moradores das redondezas do cemitério contam que ali fora enterrada uma jovem vítima de um acidente de carro e que no seu enterro, poucas pessoas se fizeram presentes (apenas os familiares mais íntimos) e que não se lembraram de levar nenhuma flor para ser depositada em seu túmulo.


O LOBISOMEM DO CAPÃO REÚNO

Capão Reúno é um pequeno bosque de eucaliptos a mais ou menos dez quilômetros da cidade, fundos do estabelecimento do Dr. Jorge Abel Neto e do outro lado fica o campo de João Alberto Pinto Bandeira com mata nativa que também pertence ao passo do Capão Reúno. Esse campo é parte da Fazenda da Luz do extinto Vasco Pinto Bandeira Filho. Fazenda da Luz era assim chamado porque no local aparece uma luz estranha que o Bandeira e o cabo Feijó aposentado da brigada, viram essa centenária luz.
Diz o Bandeira que sempre ouviu falar pelos antigos moradores, que naquele lugar degolaram muita gente no tempo das revoluções no início do século passado. Porque Capão Reúno? Porque naqueles campos invernavam os cavalos do exército, conhecidos como Reúnos. O pavor era generalizado entre o pessoal da campanha sobre as assombrações do capão Reúno. Contavam que ao passar de carroça ou a cavalo, sempre viam um animal preto parecido com cachorro mas do tamanho de um terneiro com 1 metro de altura e que avançava nos que passassem por ali. Alguns que desconhecessem a fama do local ou por ter quebrado a carroça ou outro problema qualquer e que tenham deixado os cavalos encilhados estes eram desencilhados misteriosamente. Outro caso se sabe é um conto de caçadores que a meia noite se ouve uns uivos muito fortes e avistam um animal preto que obriga qualquer valentão disparar desesperadamente. Deram tiros e o animal não recuou nem mostrou medo, demonstrando ser diferente de qualquer outro animal que normalmente foge de estampidos dos foguetes ou arma de fogo.


NEGRO RASTILHO

Na época da década de 40, comentavam que o Rastilho era um andarilho pelos campos e que praticava pequenos roubos para se alimentar, criando temor nos moradores. Levou a polícia a tentar prendê-lo e que numa das perseguições foi ferido e morto.
Esses casos do Rastilho são muito conhecidos pelos que moram na Zona Rural de Jaguarão, mais precisamente na 2ª Zona, ou 2º Distrito, em Santana, já na cidade, muitos não conhecem. O Senhor Nestor Silva há alguns anos atrás relatou dizendo que trabalhou com o Negro Rastilho quando iniciou a Granja São Gabriel e que regulavam de idade, 16 a 17 anos. A primeira surpresa começou quando num fim de semana, jogavam uma pelada de futebol e que lá pelas tantas estavam no intervalo do jogo, fumando, quando Rastilho fez uma proposta: Se vocês me derem uma carteira de cigarros, eu abro o cadeado da cantina da granja. Eles aceitaram a proposta de Rastilho. Batendo de costas, as portas se abriram sem ofender o cadeado, só com o poder do pensamento.
Essa atitude ele praticou várias vezes quando estava sem cigarro e encontrasse alguém que duvidasse. Os espertos sempre aparecem. Logo, logo, apareceram os vivaldinos que se fazendo de amigos, incitavam o Rastilho a abrir outras portas para roubarem, aterrorizando a população. Rastilho foi morto e enterrado no mesmo local, propriedade do Sr. Hélio Silveira. Com o protesto do proprietário do campo, o Dr. Mirabeau Pacheco Baltar se ofereceu a fazer um túmulo em sua fazenda e levar os ossos do Rastilho para lá. É em estilo capela com um funil no topo, onde as pessoas colocam cachaça para o interior, diretamente sobre os ossos. É diferente das demais oferendas a outros milagrosos onde as bebidas são postas fechadas ou derramadas no chão. Existem várias placas no túmulo.
Placa Central: RAMÃO MACHADO – NEGRO RASTILHO – FALECIDO EM 13.07.1945.
Existem outras placas, com pedidos, oferendas e o nome dos beneficiados.
Certa vez, o Dr. Mirabeau estava com uma lavoura perdida quando fez uma promessa para o Rastilho, salvando toda plantação. O seu Nestor diz que tem muita crença no Rastilho e que toda vez que toma uma cachaça não derrama num canto da sala como fazem para os demais santos. Ele bebe e o Rastilho bebe com ele. Conta também que o Rastilho sendo, uma vez, perseguido pela polícia, tirou o cinto da cintura, colocou no pescoço de um cavalo xucro e este não corcoveou levando-o até a 2ª Zona. Quando seu Nestor esteve com problema na próstata, fez promessa e foi salvo.
Um empregado da estância, metido a esperto costumava tomar as cachaças das oferendas, sempre prometendo que iria devolver em dobro. Resultado: morreu louco. Um operário, desacorçoado por não receber seus salários, fez uma promessa que se recebesse iria colocar doze garrafas de cachaça no túmulo. Para sua surpresa, ao chegar na sua casa, as luzes dos tratores começaram a piscar misteriosamente e na mesma hora chegou o patrão que deu seu salário além do esperado.


ILHA MISTERIOSA NO RIO JAGUARÃO

O belo e sinuoso rio Jaguarão tem suas nascentes no município de Bagé, proximidades de Candiota como um pequeno riacho que atravessa o município de Herval do Sul, e que pega as características de rio. O mesmo atravessa áreas de pedras, cerros, passos que serviam para grandes contrabandos, cachoeiras e muitas ilhas. Entre tantas ilhas e seus contos que se passaram de geração em geração, vamos falar sobre a ilha misteriosa.
A ilha está localizada próxima ao posto das bombas da CORSAN (areal do Hermes Ferreira). Muitas pessoas e pescadores profissionais e amadores que contam as assombrações enxergadas durante a noite naquela ilha. A assombração mais marcante é a de um gaúcho que montando um cavalo branco atravessa a meia noite, da terra para a ilha, fazendo um grande escarcel e barulho nas águas do rio. Certa vez, outros pescadores amadores acampados nas proximidades das bombas que puxam as águas do rio para a hidráulica no alto do Cerro da Pólvora, que trata e larga para a população, ouviram a agitação das águas e um grande vento e barulho estranho entre as árvores da ilha. Não viram o gaúcho a cavalo. 
Conta a lenda que um pescador havia encontrado uma panela de moedas de ouro, enterrada na ilha. Contrabandistas a cavalo souberam do achado do pescador, mataram-no, enterraram nas areias o corpo, dividiram as moedas e estes foram motivos para a infelicidade de todos os cavaleiros que participaram desse saque. A partir dessa aventura, os pescadores avistam a meia noite, muitas luzes, barulhos e a figura do cavaleiro atravessando em disparada às águas do rio. 
Outra curiosidade dos pescadores que acampam por lá é a disparada dos guizos durante toda noite, sendo que a maior parte das vezes não existe peixe fisgado, mas assim mesmo o sininho tocava.
É certo que muito dinheiro girou nessas travessias e que disparando dos guardas brasileiros e uruguaios escondiam suas armas, utensílios e dinheiro nessa ilha. Por isso, acredita-se que muitas aventuras tenham acontecido e que fortunas escondidas, tenha gerado ambições e crimes que através dos tempos seus espíritos continuam repetindo as perseguições e vinganças que se vivencia como as assombrações.


CRUZEIRAS ASSASSINAS

Esta história foi contada pelo brigadiano Ramires. Certa vez, ele e um colega estavam pescando num açude, perto da divisa de Arroio Grande. Esse açude é famoso pelos ninhos de cruzeiras. Eram altas horas da noite e as linhas corriam a todo momento. Tiravam traíras aos montes. Lá pelas tantas, ouviram uns gritos de mulher. Ficaram encucados ao ponto de Ramires querer intervir, pensando que alguém estivesse dando na mulher, quando o colega aconselhou que não se metesse, pois deveria ser briga de casal. Os gritos continuaram até a madrugada. Ao amanhecer, apareceu um gaúcho montado à cavalo, perguntando como estava a pescaria, quando responderam que haviam tirado um monte de peixe. Perguntaram se ele, gaúcho, queria alguns. O gaúcho respondeu que pegaria duas ou três como sempre faz com os pescadores que são bem sucedidos, depois perguntou se tinha ocorrido tudo bem, quando responderam que sim, e perguntaram se morava algum casal nas proximidades. O gaúcho respondeu que não e que ele morava sozinho naquele local. A seguir quis saber porque perguntava. Quando passaram a relatar os gritos da mulher. O gaúcho disse:
- Foi bom vocês terem ouvido, porque tenho receio de dizer o que já ouvi neste local, para não pensarem que estou ficando louco. E continuou: - Estão vendo aquelas paredes de uma tapera de rancho de torrão? Pois nesse local, morava um casal e como existem várias ninhadas de cruzeiras, certa vez encontraram os dois mortos, mordidos pelas cobras.
Já faziam muitos dias e os cadáveres estavam em estado de putrefação. A partir dessa data, se ouve os gritos do casal em estado apavorante.
Os brigadianos ficaram apavorados com o que ouviram durante a noite e mais apavorados ainda, quando mataram cinco cruzeiras num caminhozinho entre as macegas daquele banhadal. Em resumo: nunca mais voltaram lá. Não se sabe se foi pela assombração ou pelo número de cobras existentes.


O MEDALHÃO DE PRATA

Esta história foi contada por um senhor o qual foi guarda de um dos cemitérios de nossa cidade.
Ele relata que certa noite estava de ronda do local, e ao fazer as caminhadas pelos corredores do tal lugar para ver se estava tudo em ordem avistou um vulto de um homem que parecia procurar alguma coisa.
Então resolveu chegar mais perto e perguntar se estava precisando de ajuda. O mesmo (vulto) disse-lhe que estava à procura de um medalhão de prata, mas que iria embora, pois não tinha encontrado.
O Guarda pensou: - Poxa, esse cara deve estar louco!  Mas mesmo assim resolveu acompanhar o mesmo até a saída do local Ao caminhar entre os corredores do cemitério, o guarda notou que o homem começou a apurar os passos e, o guarda, continuou seguindo. De repente o homem (vulto) começou a correr e o guarda correu também. Até que dobra rapidamente para um corredor mas acaba sumindo entre os túmulos.
Ao amanhecer o guarda resolveu fazer uma busca nos corredores do tal lugar para ver se encontrava o referido homem. Ao caminhar pelo corredor o qual o vulto estava a noite passada, notou que em cima de um túmulo, havia um medalhão de prata que o estranho homem estava a procura. Ao olhar o retrato no túmulo, percebeu o guarda, que aquele era o mesmo que o vulto procurava.
O guarda ficou pálido, soprou um vento forte na sua direção, parecia estar sentindo a presença do espírito daquele vulto. Ele então fez o sinal da cruz e saiu rapidamente do local.


O VULTO DE UM ESCRAVO

Nas proximidades da divisa de Jaguarão com Herval, existe uma propriedade rural bem pertinho do “Passo do Centurião”, que é famosa por assombrações e acontecimentos estranhos que no passado era muito comentado, principalmente quando aquele passo era muito movimentado por contrabandistas, fazendeiros e viajantes, pois existia um certo povoado, um posto policial e aduaneiro de cada lado do rio Jaguarão e um enorme armazém de secos e molhados, tecidos entre outras coisas, num casarão com formato da letra “U”, tendo uns cinqüenta metros de frente e de vinte a trinta metros de cada lado.
Era o famoso armazém do Centurião onde os fregueses, no bate papo das cervejadas, vinhos e outras “cocitas más”, trocavam as informações, as notícias e as fofocas da região.
Entre os contos citados pelos velhos gaúchos daquele lugar, destaca-se esse da fazendola ali de perto. Dizem que é cheia de assombrações porque o primeiro proprietário era muito mau, degolava qualquer um que não gostasse da cara e principalmente escravos que ele abusava demais.
Adones Andrade que certa vez trabalhou de pedreiro numa estância próxima, foi até a fazenda assombrada e pediu para pescar num açude que ficava uns mil metros abaixo das casas. Foi advertido pelos atuais moradores que nenhum pescador havia conseguido êxito pois abandonavam apavorados pelos mistérios que apareciam. Era uma noite clara, de lua cheia. Adones é bastante cético, disse que iria porque não acreditava em aparições. Emvista da sua coragem o morador ofereceu-lhe que poderia ir num petiço até o local. Montou em pêlo e lá se foi.
Chegando na beira da água, fez um  foguinho e aqueceu numa cambona que outros pescadores haviam deixado. Quando aproximava a meia noite, as linhas começaram a correr, ele puxava e não tirava nada. Nesse meio tempo, Adones começou a ouvir barulhos como se alguém estivesse arrastando uma corrente no meio do mato e pressintiu que não estava sozinho, pois tinha a sensação de estar vendo o vulto de um escravo com uma corrente e algema. A pescaria acabou logo ali, pois lhe veio no pensamento as atrocidades que o proprietário do casarão fazia com seus subordinados, então montou no petiço e “pernas pra que te quero”.


UM DISCO VOADOR NO AEROPORTO

A Varig teve agência em Jaguarão de 1930 até a década de 60. Eram três vôos por semana, no início com aviões pequenos para 5 passageiros depois o Eletra com 9 passageiros e tripulação vindo a seguir o Douglas com 21 passageiros e mais a tripulação.
Porto Alegre, Pelotas, Jaguarão, Santa Vitória e vice-versa. Certa vez o avião pousou mas não conseguiu frear caindo num banhado sem ferir ninguém. Duas vezes caíram nas imediações de Pelotas matando os passageiros.
Quando o tempo estava turbulento, Porto Alegre pedia para iluminar a pista para vôos noturnos (Porto Alegre – Montevideu.
Numa conversa com o Sr. Osvaldo, fundador do Grupo de Assuntos Ufológicos (discos voadores) e membro do clube de cinema de Jaguarão, aconselhou a falar com Idelfonso Pereira – ex-funcionário da VARIG, sobre um caso estranho que lhe aconteceu.
Quando pintava uma emergência Idelfonso pegava um carro de quatro rodas onde continham vários lampiões. Puxava esse carro e distribuía lampiões por ambos os lados da pista de pouso. Certa vez, numa noite escura, estava colocando as últimas iluminações no final da pista que situa-se atrás do cemitério municipal. Repentinamente surge uma luz como se fosse um gigantesco holofote, clareando todo campo do aeroporto e cemitério, não produzia ruído nem vento, embora a vegetação deitasse como se estivesse soprando um vendaval, tal era a intensidade da luz, Idelfonso fugiu apavorado, deixando o carro no fundo do campo e mais tarde, quando transmitiram de Montevidéu por rádio, que o avião havia pousado, ele não obedeceu a ordem e não voltou para recolher os lampiões, que passaram toda a noite acesos e só foram apagados depois de clarear.
São mistérios que acontecem constantemente e até inspiraram muitas pessoas espalhadas pelo mundo inteiro a criarem grupos de estudos sobre esses fenômenos, que certamente não tem nada a ver com os espíritos, mas assustam e são considerados mistérios, mas a maior crença é que sejam habitantes de outros planetas.


MENINO DE 14 ANOS REENCONTRA SEU PAI APÓS 4 ANOS DE FALECIMENTO

Esta história é contada por um dos mais antigos moradores do Bairro Carvalho, só não declara sua identidade devido a história ser real e de grande valor sentimental para o mesmo. O que segue abaixo é o relato de uma carta feita pelo mesmo:
“Tudo começou quando eu tinha apenas quatorze anos em 1956, na época minha mãe estava freqüentando um culto afro e todas as sextas feiras, eu a acompanhava, pois os cultos eram de noite e longe de nossa casa, e eu tinha que efetuar a tarefa de homem da casa, pois meu pai havia falecido a quatro anos atrás, assim deixando mamãe e três filhos. Após dois anos de falecimento, começaram a acontecer coisas estranhas dentro de casa, tais como: estalos no teto, a porta se abria, etc. Mas nunca havia me levantado para ver o que era tudo aquilo, então uma noite resolvi me levantar, “antes não tivesse ido”, pois quando cheguei na cozinha a porta estava aberta, a luz acesa e o mais incrível, a cadeira de balanço onde papai costumava tomar chimarrão, se levantava ao lado do fogão a lenha e se embalava sozinha.
Alucinado saí em disparada gritando para todos os cantos, rapidamente mamãe correndo me perguntava: “O que havia acontecido para tal espanto?” Contei o que havia acontecido, mas ela não acreditou e disse que eu estava ficando louco. Em seguida, fomos para o tal culto, onde um espírito possuído em uma pessoa chegou perto de mim e disse que em breve eu iria me encontrar com meu pai, mas eu somente ia saber que era ele no outro dia, fiquei ainda mais espantado e fui para casa. Não consegui dormir durante três noites. Na quarta noite, meu irmão menor Celinho, ficou doente e tive que sair as pressas atrás de um médico, o qual morava nas proximidades do Cerro das Irmandades. Naquela época, poucas ruas tinham luzes, caminhava sempre pelo meio da rua, pois tinha medo que alguém pudesse me fazer alguma coisa, quando de repente surgiu um homem, todo de preto, com um chapéu nos olhos, perguntando onde eu ia. Então falei e ele decidiu me acompanhar, pois estava indo para aqueles lados, durante o caminho conversamos coisas tão em comum que até parecia que já nos conhecíamos de algum lugar, chegando perto da casa do doutor, ele disse que continuaria caminhando até chegar em sua casa, pois foi quando perguntei onde ele morava. Somente me disse que morava passando a curva, em uma casa cercada de muros brancos e grades. O nome da rua era Avenida da Saudade nº 44. E estava dentro de um coração de 14 anos. Não entendi o que ele quis dizer com isso, mas cheguei na casa do doutor e retornei com o médico para casa. No outro dia me deu um aperto no peito de tanta saudade de papai, e não tinha com quem conversar, então resolvi procurar o homem daquela noite. Chegando na subida do cerro, dobrei pela curva e me deparei com uma casa branca com muros pela volta mas o número não era o 44. Aí ele me respondeu que ali só tinha duas casas e não eram esse número. Expliquei o que havia acontecido e pela descrição do homem, ele disse que era o cemitério, achei que o velho estava ficando louco, mas decidi entrar e procurar o nº 44, até que encontrei. Era o túmulo de papai, então comecei a pensar e recordar o que aquele homem havia me dito, que era a rua da saudade, a qual sentia de mim e que estava com um coração de 14 anos, o qual, também era eu, e o muro que cercava uma casa após a curva, era o Cemitério. Fui para casa e contei tudo para minha mãe que acabou acreditando, mas até hoje eu falo com papai através de velas no cemitério. Acendo as velas e lhe faço uma pergunta se elas apagarem quer dizer NÃO, mas se as chamas ficam mais fortes significa SIM. “Hoje meu coração está velho, mas a vontade de reencontrar meu pai é recente, tenho absoluta certeza de que não falta muito, para que eu parta dessa vida para outra, pois estou muito doente.”


O VIZINHO LOBISOMEM

Alécio Cabrera, veterano carnavalesco e fundador do Conjunto Tremendões do Morro. O conjunto tem esse nome porque foi criado em sua casa onde mora a mais de cinqüenta anos. Alécio que sempre foi boêmio, chegando em casa nas madrugadas, tinha muito caso para contar. O que marcou é a aparição, desde que era rapazinho, de um animal cinza parecido com um cão, mas do tamanho de um terneiro. A primeira vez que viu, tinha seus 17 ou 18 anos, levantou ainda à noite para tirar leite, quando ouviu um barulho muito forte e a cachorrada do cerro em pânico.
Até a vaca estava assustada, olhou para o lado e viu numa distância de uns trinta metros um animal cinzento que uivava ecoando em toda zona, cujo som alcançou as casas bem distantes conforme o comentário das pessoas, outro dia. A partir daí esse episódio se repetiu todas as sextas-feiras de lua cheia, ao ponto de sua família se acostumar e perder o medo. Certa vez o animal veio até o pátio de sua casa e se encostou numa figueira. Como Alécio tinha prática de arremessar facas, se aproximou do bicho, atirou uma faca, e este saiu uivando enraivecido, e Alécio o seguiu verificando a casa que havia entrado, que era de um amigo seu, homem estranho e muito malvado, recalcado, voltando para casa encontrou a faca cravada na figueira. A partir daí, o homem se fechou com ele, fazendo tudo para provocar uma briga.
Em 1970, o Brasil se tornou campeão mundial de futebol, ou seja, tri-campeão. Foi uma festa muito grande na redondeza com muito foguete, motivo para o seu fulano se irritar e dar 7 tiros no Alécio, pegando um só de raspão nas costelas. Depois disso passou a ameaçá-lo de morte havendo registro na delegacia. Muitos anos se passaram até que cujo personagem morreu e nunca mais a vizinhança avistou tal animal horrível. Ninguém mais viu, mas Alécio, que hoje mora sozinho, recebe a visita de seu inimigo, como uma fumaça em forma de gente que passeia por toda a casa.
Na casa onde morava tal pessoa endiabrada, está uma tapera, porque ninguém conseguiu morar lá. Alécio desafia quem tiver coragem de ficar uma noite lá prometendo dinheiro como recompensa.


OS QUATRO CAVALOS MISTERIOSOS

Não são as mulas-sem-cabeça ou cavalos-sem-cabeça, que cospem fogo pelo pescoço cortado.
Não é o boi-tatá, um fogo volante, às vezes em forma de pássaro, voando, à noite, por entre as pedras brancas de granito e as moitas de corunilhas.
Sâo luzes de fogo de cavalos, a galope, a deslizarem pelo ar, a um metro do chão, mais ou menos.
É um barulho tão forte que dá a impressão de uma grande tropilha de cavalos, passando por cima dos tropeiros e dos viajantes que passam a noite, pelo local denominado Apertado, na estrada Jaguarão/Herval do Sul, perto do cemitério e da Vista “do Cerrito" a cerca de 50 quilômetros do município de Jaguarão.
São 4 formas de cavalo, em fogo azul ou muito branco, e apesar dessas cores, os tropeiros e os viajantes noturnos dizem (não sabem explicar) trata-se de um cavalo branco, um cavalo mouro, um colorado e um tostado malacara.
Correm pelo ar, riscando a negra noite numa barulheira danada, só ouvida pelos seres humanos. Dizem que os animais bovinos e os animais selvagens não conseguem ouvi-los: só os humanos, só os humanos...só os seres humanos!
A história verdadeira, porque não é boitatá nem mula-sem-cabeça é contada pelo velho tropeiro Barnabé, descendente dos antigos escravos e que diz ser parente do Negrinho-do-Pastoreio. Diz ele que é neto de um irmão do Negrinho-do-Pastoreio, aquele da lenda, que correu num cavalo baio contra um cavalo mouro.
O que o seu Barnabé conta é que na época da Revolução Farroupilha, mais exatamente em 1837, quatro farrapos, da causa farroupilha, tornaram-se bandidos assaltantes e salteadores de estâncias e de casas de moradia.
Esses 4 renegados montavam um cavalo baio, um mouro, um colorado e um tostado malacara.
Naquela época Jaguarão era uma cidade rica, com riqueza oriunda das Charqueadas, e os fazendeiros guardavam nos cofres das suas casas das estâncias, patacões de ouro e onças de ouro, as moedas fortes e ricas daquela época de fartura e abundância.
Acontece que, ao assaltarem uma casa muito rica, de um rico estancieiro, perto da Vila do Cerrito (e do cemitério de mesmo nome), o dono da casa, junto com seus escravos, cortaram a cabeça dos assaltantes. Essas cabeças foram enterradas debaixo de uma grande pedra, na beira da estrada, à direita de quem vai de Jaguarão à Vila do Cerrito.
E os 4 corpos, abandonados aos caranchos foram, dias depois, por cristãos piedosos (o cura da vila e seus seguidores) enterrados no cemitério do Cerrito, sem as cabeças.
Mas o dono da casa, não sabia que, antes decapitarem as cabeças dos larápios, os 4 cavalos já estavam com as maletas nos seus lombos, junto com os arreios, cheias dos patacões e onças de ouro, numa quantia de muitos quilogramas de ouro.
Com o tiroteio, os cavalos saíram em disparada e o ouro foi espalhando-se por entre as pedras brancas de granito, por entre as corunilhas, as sangas, os arroios e as canhadas daquela zona misteriosa e assustadora.
Ainda hoje, nas noites de aparição das assombrações contam quem as vê, que os fantasmas dos cavalos têm por montaria os corpos-sem-cabeça dos decapitados ali enterrados.
Dizem que eles não procuram mais as moedas de ouro, mas sim estão procurando as suas cabeças, para terem paz e escaparem da danação do inferno em que mergulharam.
Contam também que ainda viajantes e tropeiros tem achado moedas de ouro naquela pedra grande à direita, na estrada a pouca distância do cemitério do Cerrito.
Será que existem moedas enterradas junto com as 4 cabeças embaixo dessa pedra?


ASSOMBRAÇÃO NA ENFERMARIA

O Sr. Valter Brignol Roldan, foi ronda da Enfermaria Militar por um bom tempo. Ele relatou algumas coisas apavorantes que já viu por lá.
Além das coisas que ele via, os próprios militares que trabalhavam lá e outras pessoas que estiveram doentes, relataram coisas sobre esse centenário hospital do exército que socorreu muitos feridos na guerra do Paraguai. Nesse casarão morreu muita gente, tendo até uma capela velatória. Na madrugada as pessoas ouviam barulhão de panelas e pratos retumbando no chão e quando os sentinelas corriam até a cozinha, estava com tudo em ordem. Depois que deixou de ser hospital, cederam para uns sargentos solteiros e alguns casados morarem lá, e nenhum conseguiu agüentar por muitos dias.
Mas voltando ao assunto do Sr. Valter, disse que numa noite escura e com relâmpagos e trovoadas, estava no portão, esperando chegar à hora de largar a meia noite. Eram onze e meia da noite, quando olhou para a Rua da Paz, e viu que vinha uma pessoa caminhando no repecho em direção aquelas ruínas. Ela entrou no terreno e se dirigiu a ele perguntando se poderia entrar, o que ele respondeu que sim. Passaram-se muitos minutos e a curiosidade do seu Valter, o levou até o pátio central ver o que ela fazia. Estava sentada num banco de pedra, com a cabeça escorada nos braços contra o encosto. Pensou em muitas coisas que poderia estar acontecendo com ela, mas pegou ânimo e foi até próximo a moça perguntar que horas eram. Ela respondeu: Faltam dez para meia noite.
Nisso, rescendeu uma luz e a moça desapareceu num relâmpago. Seu Valter saiu ligeiro caindo e com os cabelos em pé, e assim foi até sua casa.


A BONECA DE PORCELANA DO MUSEU DR. CARLOS BARBOSA

Existe dentro do museu uma boneca de porcelana que foi dada de presente a uma das moradoras da casa na época do seu nascimento, que ocorreu no ano de 1886. Tal boneca foi dada de presente da avó para a primeira neta que chegava àquela família.
Passado mais de 120 anos, não existindo nenhum descendente da família, a boneca ainda está lá, no mesmo lugar onde ela era guardada; num cantinho do quarto de sua dona, sentada em uma cadeirinha de balanço. A única avaria sofrida pela boneca foi no ano da inauguração do museu, em 1975, quando uma senhora contratada para limpar e organizar a casa que seria aberta à visitação do público como casa museu, resolveu dar uma atenção especial ao presente que com tanto carinho Eudóxia, sua dona, havia conservado por tanto tempo. Limpando a porcelana, esta senhora apertou com certa força a cabeça da boneca vindo a cair os dois olhos da boneca, ficando um pouco assustadora.
Por concenso da diretoria que dirige a Fundação Dr. Carlos Barbosa e que é mantenedora do museu de mesmo nome, ficou resolvido que a boneca não seria restaurada para não perder suas características originais, pois se tratava de uma peça do século passado.
Conta a lenda que esta boneca recorre as salas da casa bem como o imenso passadiço que contorna a casa internamente.
Esta personagem não tem um metro de altura, por isso fica difícil enxergá-la pela rua, mas existe uma senhora que zelou pelo museu a mais de 20 anos, vindo a dormir em um dos quartos dentro da casa e que já assistiu “coisas estranhas” como ter a impressão de que viu a boneca andando pela casa ou de encontrá-la sentada de maneira diferente como havia sido deixada.
Assustando ou não a boneca permanece no seu cantinho zelando pela casa, sentadinha na sua cadeirinha de balanço divertindo uns e assustando outros...


CAUSO DO MUSEU SOBRE OS PRÓPRIOS MORADORES

Dizem os mais antigos que as pessoas que eram ligadas aos pertences materiais não se desligavam dos seus bens após a morte.
As últimas moradoras da casa museu foram as duas herdeiras remanescentes de Carlos Barbosa: Eudóxia e Branca Barbosa. Elas viveram na casa até a década de 70. Cuidavam dos pertences como se nunca fossem se desfazer ou desligar de nenhum objeto.
Em 1975 faleceu Dona Eudóxia, a filha do meio da família Barbosa e última filha viva. Quando esta veio a falecer, deixou a casa completamente intacta, ou seja, tudo conservado no seu lugar a pelo menos 50 anos.
Há também histórias sobre a visita que as irmãs Barbosa fazem esporadicamente à casa onde viveram para ver se tudo continua como foi deixado por elas. (A idéia de transformar a casa em museu foi expressa pela Eudóxia em seu testamento e a condição vigente seria de abrir o museu conforme a casa havia sido deixada por ela, mas que nada poderia sair do seu ambiente e nada de novo poderia fazer parte do conjunto).
Quando acontecem suas visitas esporádicas, nunca sabemos quando ocorrerá a próxima, percebemos sua vinda quando algum objeto é deixado espalhado pela casa ou fora do seu lugar e então, quando voltamos para buscá-lo, com a certeza que foi deixado em tal lugar e não encontramos é só aguardar dois ou três dias, conforme sua “vontade ou castigo” que encontramos no mesmo lugar onde havia sido deixado e que no dia seguinte havia sumido; ou também se fazem notar quando as portas internas da casa que são mantidas fechadas se abrem aparentemente sozinhas e sem ajuda do “vento”.




FONTE: Estas histórias estão no extinto jornal Nova Manhã. Algumas edições estão no Instituto Histórico e Geográfico de Jaguarão.

ALGUMAS CITAÇOES:

As mulheres precisam ser amadas, não compreendidas.

Com certeza, se casem. Se casar com uma boa mulher, será um homem feliz. Se casar com uma má, se convertirá em filósofo. (Socrates)

Não sou um santo. A menos que para você um santo seja um pecador que simplesmente segue se esforçando. (Nelson Mandela)

Nunca penso no futuro - ele já chegará. (Albert Einstein)

Os melhores amigos ouvem o que você não diz.

Nossos amigos são os irmãos que nunca tivemos.

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