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quarta-feira, 20 de abril de 2011

20/04/2011
às 12:20 \ PESQUISA

Rejeição amorosa causa dores físicas no ser humano

(Foto: Creative Commons/Flickr fractured-fairytales)
Título original: Social rejection shares somatosensory representations with physical pain
Publicação: Proceedings of the National Academy of Sciences
Quem fez: Dr. Edward Smith
Instituição: Universidade de Columbia, Universidade de Michigan e Universidade do Colorado
Dados de amostragem: 40 participantes, entre homens e mulheres
Resultado: Reação de abandono ativa áreas cerebrais ligadas à sensação de dor
Um novo estudo baseado em atividades cerebrais revela que a rejeição amorosa pode causar  dores físicas no ser humano. Segundo a pesquisa, realizada por uma equipe de especialistas da Universidade de Columbia, da Universidade de Michigan e da Universidade do Colorado, todas instituições americanas, o coração partido ativa no cérebro a mesma região responsável pela sensação desconfortável de uma queda, por exemplo. Experiências anteriores já sugeriam a conexão, no entanto exames de ressonância magnética provaram que o final de um relacionamento pode provocar reações físicas de dor.
Edward Smith, co-autor do estudo, e sua equipe, composta por peritos em neurociência, recrutaram 40 participantes por meio do Facebook e Craigslist para realizar testes de laboratório. A condição imposta pelos cientistas era a de que os voluntários tivessem passado por alguma situação de rejeição amorosa nos últimos seis meses.
Em seguida, os especialistas pediram às pessoas que olhassem fotografias de seus ex-companheiros e lembrassem do fim do relacionamento. Enquanto analisavam as imagens, a equipe escaneava o cérebro dos voluntários a fim de identificar qual área era ativada durante a experiência.
De acordo com os cientistas, a lembrança ativou uma área do cérebro que controla a dor física. Para se certificar de que o mesmo não ocorre em outras situações, os especialistas analisaram outros estudos realizados com 150 pessoas. Dessa vez, no entanto, o cérebro foi escaneado diante de emoções negativas, como medo, ansiedade, raiva e tristeza. Em nenhuma situação, garante a equipe, a área da dor física foi ativada.
A conclusão do estudo foi publicada no periódico internacional Proceedings of the National Academy of Sciences.
- O que já se sabia sobre o assunto
Guilherme Cunha, neurocientista da Universidade Federal de Minas Gerais (Foto: Arquivo pessoal)
A pesquisa americana reforça uma discussão pertinente e bastante debatida na comunidade científica. Para Guilherme Cunha, médico e mestre em neurociências da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o termo coração partido é popularmente usado para denotar o que os neurocientistas chamam de dor social.
Essa dor ativa uma determinada área do cérebro, diferente da área acionada quando a dor é física.  “No estudo em questão, o que os cientistas descobriram é que parece existir uma intrigante ativação de áreas responsáveis pela dor física em situações de rejeição amorosa”, explica Cunha.
Esse mecanismo, que permite a interpretação de uma dor social intensa como uma dor física, é extremamente importante e pode ser traduzido como forma de proteção e preservação da espécie, principalmente entre mamíferos. A rejeição de um parceiro pode assim representar uma ameaça à manutenção de um núcleo responsável por preservar e perpetuar a espécie na natureza. A rejeição a esse sentimento seria também um sinal de ameaça.
Especialista: Guilherme Cunha, médico e mestre pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Envolvimento com o assunto: É especialista em neurociência.
- Conclusão
Só agora a ciência consegue provar algo que a literatura registra desde sempre: ter o coração partido é muito, muito doloroso. William Shakespeare, em sua peça mais popular, Romeu e Julieta, já dizia: “Eis aí o amor que eu sinto e que me causa apenas dor”. Portanto, não é novidade para o homem a tal dor do amor. O que os cientistas fazem agora é provar, a partir de imagens, o que há séculos assistimos no cinema, lemos nos livros, escutamos na música, contemplamos na pintura e … sentimos no coração.

(Por Renata Honorato)

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