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quarta-feira, 30 de março de 2011

MODA



Uma viagem fashion pelas décadas: a moda do século 19 aos dias de hoje

Peças e estilos que foram emblemáticos em sua época e, até hoje, estão no armário das mais antenadas

De tudo um pouco, já foi feito na moda. Chegou-se a um ponto que quase não há mais peças para os estilistas criarem. Todas as décadas foram revisitadas incansavelmente. Das túnicas gregas até o grunge minimalista dos anos 1990. Nos anos 2000, a regra é vestir-se com o que se sente bem. O segredo é fazer as peculiaridades de cada década se tornarem atuais. Seja um simples jeans ou um vestido "new look" rodado.
Abaixo, separamos peças emblemáticas. Com explicações sobre sua origem, em que contexto foram criadas e como usá-las no século 21. Basta ser criativo e ter uma dose de conhecimento histórico para saber de onde vêm os estilos copiados incansavelmente nas últimas décadas.
A corrida pelo ouro em 1873: calça jeans
A década
A moda no fim do século 19 ainda era muito parecida com a da era da Renascença. Não havia estilista ou quem ditasse o que devia ser usado na alta sociedade. As silhuetas pouco mudavam. Há séculos, as mulheres usavam espartilhos com saias compridas e volumosas. A regra era a mesma para todo o mundo ocidental. A França já era, entretanto, a capital mundial do mercado de luxo. Lá, eram feitos os melhores tecidos e trabalhavam as melhores costureiras e chapeleiras. Com o fim da Guerra Franco-Prussiana, em 1871, a indústria têxtil francesa começou a se desenvolver e a criar novos tipos de tecido em um ritmo acelerado. Era o início da revolução da moda.

Foto: Ricardo Wolffenbüttel
A peça
Os mineradores de ouro que viviam em São Francisco, na Califórnia, durante a segunda metade do século 19, inventaram moda sem saber. Eles ficavam muito tempo em campo e precisavam de roupas fortes e duráveis para o trabalho. O empresário Levi Strauss tinha uma loja de artigos diversos na região e se incumbiu da missão de desenhar um par de calças mais resistente. O jeans e o denim já eram usados no uniforme dos trabalhadores braçais. A revolução de Levi foi usar pedaços de metais para arrematar os detalhes da peça. Há quem diga que existiam modelos anteriores ao criado em 1873, com tecidos diferentes. Mas Strauss foi o primeiro a patentear o jeans como conhecemos hoje. Nos anos 1950, a peça virou obrigatória entre os jovens rebeldes. Foi James Dean quem a imortalizou no filme Juventude transviada.
Paul Poiret decreta o fim do espartilho na primeira década do século 20: vestido sem cintura 
A década 
O mundo passava por uma transição radical. Os países estavam cada vez mais industrializados. Os artistas viviam o auge do movimento modernista, criando obras que escandalizavam a população. Paris era o centro do mundo cultural. A moda foi se transformando com a sociedade. As pessoas queriam ficar mais ao ar livre, então as roupas iam se tornando menos ornamentais. Mas as mudanças eram pequenas. De estação para estação, só se mexiam nas guarnições. Isso durou até os anos 1900, quando surgiram os primeiros estilitas - profissionais que ditavam moda e revolucionaram a silhueta. As roupas agora tinham assinaturas e os designers viraram 
pop stars.

Foto: Reprodução
A peça
Desde o Renascimento, as mulheres vestiam a mesma silhueta: cintura apertada com espartilho e saias longas e bufantes. Nenhuma mulher conseguia se vestir sozinha. Foi Paul Poiret, o primeiro estilista do mundo, que desenhou roupas que elas podiam vestir sem ajuda. Ele surgiu em 1908 e propôs uma mudança radical na silhueta feminina. Criou a linha Diretório: a saia caía reta até cinco ou seis centímetros do chão e colocava a cintura debaixo do busto. Depois, lançou os vestidos fourreau, ou o vestido-saco. Era o fim do espartilho.
A moda durante a ocupação na Segunda Guerra: Trench Coat
A década 
O mundo viveu a primeira metade da década de 1940 sob a penumbra da Segunda Guerra Mundial. Todos os setores industriais foram afetados pelo confronto. Com a moda não foi diferente. As fábricas têxteis priorizaram os pedidos de empresas que faziam uniformes de militares. Por isso, houve um racionamento de tecido. A população recebia cupons para comprar pano. Regras foram criadas para os designers: não podiam gastar mais de quatro metros de tecido para um mantô, só poderia ser usado um metro de tecido para chemisier (exceção feita para grávidas) e os cintos de couro não deviam ter mais de quatro centímetros de largura. Tecidos especiais foram desenvolvidos para aquecer a população, como a viscose, o raiom e a fibra artificial. As silhuetas ficaram mais secas, as saias menos rodadas, a altura das barras encurtaram, os cortes tornaram-se mais militares, as cores sumiram e a cintura passou a ser bem marcada.

Foto: Divulgação
A peça 
O trench coat foi originalmente desenhado por Thomas Burberry como parte do uniforme que os soldados ingleses usaram na Primeira Guerra Mundial. O objetivo era substituir o pesado casaco do exército da Grã Bretanha. Thomas usou o gabardine, tecido feito para ser impermeável. Em 1895, ele havia desenhado um modelo que já se assemelhava ao trench coat que conhecemos hoje. Mas foi apenas no ano de 1914, com o início da Primeira Guerra Mundial, que ele adicionou ao produto palas nos ombros, as famosas dragonas, e as argolas na cintura para guardar granadas ou outros itens necessários no campo de batalha. O famoso xadrez da marca virou o forro do casaco em 1920. Mas foi só nas décadas de 1940 e 1950 que o trench coat se tornou artigo de moda. Foi imortalizado pelos grandes artistas de Hollywood. Quem não se lembra de Humphrey Bogart, em Casablanca, e George Peppard, em Bonequinha de luxo, desfilando o modelo?
Um estilo novo no início dos anos 1950: New Look
A década 
Com o fim da guerra, a Europa estava se restabelecendo aos poucos. O racionamento tinha acabado, as indústrias buscavam novos mercados e as pessoas estavam se acostumando com a variedade de ofertas de compras. Foi um período em que os estilistas estavam adaptando as pesquisas, feitas durante a guerra, para a vida comum. Os tecidos de náilon dos pára-quedistas, por exemplo, foram adotados pela indústria de lingerie e de roupas de banho. A alta-costura se reergueu, pois as festas voltaram a ser importantes encontros sociais. As joias voltaram a enfeitar o pescoço das mulheres da elite. Ninguém tinha mais vergonha de ostentar.

Foto: Reprodução
A peça 
Christian Dior foi o homem da moda na década de 1950. Ele reinventou a silhueta da mulher. Trouxe de volta a mulher vulnerável e feminina da Belle Époque, deixando- a com a cintura muito justa, saias volumosas, pregueadas, e a barra batendo na barriga da perna. A silhueta era contrastante com o comportamento das mulheres na época, já que elas estavam conquistando o direito de voto, trabalhando e dirigindo. Essa dupla mulher encantou estilistas de várias gerações. Os anos 1950 foram revisitados, por exemplo, nos anos 1980 e hoje é a principal tendência de inverno. O nome do estilo surgiu depois de um desfile em 1947, quando Carmel Snow, a então toda-poderosa da Vogue americana, anunciou "This is a New Look" (Este é um novo visual). Em 1957, no auge do sucesso, Christian Dior morreu, imortalizado como um dos nomes que transformaram a história da moda.
A moda americana dominando o início dos anos 1960: cocktail dress
A década 
No início do século, as mulheres começaram a se tornar independentes. O auge dessa evolução aconteceu no meio da Primeira Guerra e, depois, na Segunda Guerra, quando as mulheres ficaram em casa sozinhas, pois os homens foram lutar. Com o fim da era das guerras, nos anos 1950, as mulheres tinham uma vida quase independente, estavam chegando ao mercado de trabalho e a um passo de descobrirem a pílula anticoncepcional. A mudança de hábitos transformou a maneira como elas se vestem. Coco Chanel, por exemplo, foi vanguardista ao roubar peças do vestuário masculino para o feminino. Quando Christian Dior apareceu com o New Look e prendeu novamente a cintura das mulheres, estilistas, como Pauline Trigère, Norman Norel e, principalmente, Chanel lutaram para colocar as mulheres em vestidos estilo coquetel e em tailleurs.

Foto: AP
A peça 
Em 1929, as mulheres americanas conquistaram o direito de beber. As mais vanguardistas começaram a frequentar festas que serviam coquetéis entre 18h e 20h. Para isso, precisavam de vestidos arrumados para sair à noite, mas não tão arrumados para ir aos bailes. Assim, surgiram os modelos de noite mais curtos. No início, a moda era restrita aos Estados Unidos, as francesas não assimilaram a tendência. Com a popularização dos filmes de Hollywood nos anos 1930, o mundo começou a prestar atenção na moda americana. Coco Chanel, Jean Patou e Elsa Schiaparelli fizeram os primeiros modelos franceses de cocktail dress. Eles usaram tecidos nobres, como cetim e seda. Luvas, chapéus e joias específicos foram criados para acompanhar a peça. Foi Christian Dior, nos anos 1940, que definiu o estilo como cocktail. Mas foi só no início dos anos 1960 que os vestidos dominaram as ruas americanas. O look foi imortalizado por Jackie Kennedy e Audrey Hepburn.
O revolucionário fim dos anos 1960: minissaia
A década
Foi o auge da era do consumo e da massificação de novas tecnologias, como a televisão e os eletrodomésticos. Os Estados Unidos disseminaram pela televisão a maneira como as mulheres do mundo inteiro deveriam se comportar. Os jovens começaram a criar sua própria moda e não havia mais distinção clara entre roupas femininas e masculinas. Pela primeira vez, a maneira como as pessoas se vestiam não era ditada pelos grandes estilistas. Não usar o que estava na moda se tornou sinônimo de liberdade. As mulheres ficaram independentes com a pílula anticoncepcional e conquistaram o mercado de trabalho, mesmo que os salários fossem menores que os dos homens.

Foto: Julio Cavalheiro
A peça
A transformação da moda nos anos 1960 foi radical. A barra da saia já vinha diminuindo no fim dos anos 1950. Mas em 1963, graças à estilista Mary Quant, estava batendo no meio das coxas. Elas eram normalmente combinadas com meias coloridas. Era o início da meia-calça e o fim da cinta-liga. A meia-calça dava mobilidade à mulher, que de saia curta podia dançar sem medo de mostrar a calcinha. Junto com a nova saia, vieram também os shorts e as botas de cano alto. A origem da minissaia criou discussão sobre a sua criação, pois quem disseminou a moda em Paris foi o estilista André Courrèges. Até que Mary Quant anunciou: "A ideia da minissaia não é minha e nem de Courrèges. Foi a rua que a inventou".
Os irreverentes hippies: calça boca de sino
A década
Os anos 1970 foram marcados por uma separação: as roupas que as pessoas usavam e o que era desenhado pela alta-costura. Estilistas renomados e os jovens não dialogavam. Foi o fim da grande era das maisons e o início da disseminação do prêt-à-porter e da confecção. Era o tempo do amor livre. Os jovens inauguravam um comportamento mais flexível e isso se refletia na maneira como eles se vestiam. A roupa se tornou uma plataforma de manifestação contra o sistema, uma revolução cultural. A década de 1970 lançou o primeiro movimento antimoda, fazendo com que as tendências da rua fossem assimiladas para a passarela, transformando o étnico em alta-costura. 

Foto: Divulgação
A peça 
A calça de boca de sino não foi uma peça restrita aos homens nem as mulheres. Ambos os sexos aderiram à moda. Na época, isso não era comum. A peça era justa nas coxas e a barra abria assim que passava pelo joelho. Eram escandalosas para as mulheres, que ainda não usavam calças no ambiente de trabalho, e para os homens, pois eram justas demais. A peça fez parte do movimento que adaptava o vestuário tradicional a cortes diferentes. As estampas eram sempre extravagantes para combinar com outros acessórios do movimento flower power.

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ALGUMAS CITAÇOES:

As mulheres precisam ser amadas, não compreendidas.

Com certeza, se casem. Se casar com uma boa mulher, será um homem feliz. Se casar com uma má, se convertirá em filósofo. (Socrates)

Não sou um santo. A menos que para você um santo seja um pecador que simplesmente segue se esforçando. (Nelson Mandela)

Nunca penso no futuro - ele já chegará. (Albert Einstein)

Os melhores amigos ouvem o que você não diz.

Nossos amigos são os irmãos que nunca tivemos.

clicRBS

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